25º Congresso Brasileiro de Microbiologia
ResumoID:894-1


Área: Microbiologia Veterinária ( Divisão G )

IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO ANTIMICROBIANA DE ENTEROCOCCUS SPP. ISOLADOS DE FRANGOS DE CORTE SUBMETIDOS A DIFERENTES DIETAS.

Paula Dalcin Martins (UFRGS); Ana Paula Frazzon (UFRGS); Pedro Alvez D’azevedo (UFRGS); Andrea Machado Leal Ribeiro (UFRGS)

Resumo

Enterococos são bactérias amplamente distribuídas no ambiente e podem adquirir múltipla resistência a antibióticos devido a diferentes mecanismos de troca de DNA, aumentando seu potencial patogênico e sendo determinantes na disseminação de genes de resistência. Em animais, doses subterapêuticas de agentes antimicrobianos administrados como promotores de cresciemento têm criado um grande reservatório de tranferência de genes de resistência antibiótica, e consequentemente, uma possível rota de transmissão de resistência em Enterococcus spp. através da cadeia alimentar. O objetivo do presente estudo foi verificar a influência de diferentes dietas para frangos no fenótipo de resistência antimicrobiana de cepas de Enterococcus spp. Amostras de swab cloacal de frangos de corte foram utilizadas para o isolamento de cepas de Enterococcus spp. Os frangos foram submetidos a diferentes diretas contendo promotores de crescimento e coccidiostático ionóforo, sendo divididos em grupos conforme o tratamento empregado. As amostras foram submetidas a crescimento a 36ºC por 24h em Caldo Azida. Em seguida, alíquotas foram inoculadas em meio Ágar Infusão de Cérebro e Coração acrescidos de 6,5% de NaCl. Colônias características foram identificadas através da observação de cocos Gram-positivos em coloração e crescimento de colônias típicas em Ágar Bile-Esculina. As amostras positivas foram submetidas à identificação bioquímica atrvés de diferentes açúcares, para determinação de espécie. O perfil de resistênica das cepas isoladas foi determinado pelo método de difusão de disco antimicrobiano em Ágar Muller Hinton testados para os seguintes antimicrobianos: bacitracina, ampicilina, ertreptomicina, clorafenicol, tetraciclina, ciprofloxacina, nitrofurantoína, gentamicina, rifampicina, penicilina e vacomicina. Foram avaliados 240 isolados de Enterococcus spp. e o perfil de resistência apresentado demonstrou que 48,7% dos isolados foram resistêntes à penicilina, 19% à estreptomicina, 38,3% à rifampicina, 23% à gentamicina, 42,6% à eritromicina e 4,6% resistentes à vancomicina. Uma alta porcentagem de resistência foi demonstrada com relação aos antimicrobianos bacitracina e tetraciclina, com 98,8% e 92,5% dos isolados resistentes, respectivamente. Uma baixa taxa foi demonstrada quanto ao clorafecinol, ciprofloxacina e nitrofurantoína, com 2,9%, 4,6% e 3,6%, respectivamente. Todos os isolados analisados foram sensíveis à ampicilina independentemente da dieta. Os resultados desse trabalho demonstraram que o fenótipo de resistência dos isolados variou de acordo com o tipo de dieta empregada. Pode-se estabelecer uma relação entre o tipo de antimicrobiano utilizado e a ausência de coccidiostático ionóforo como promotores de alta taxa de resistência, pois nos grupos que não contêm coccidiostático, esta parece estar em nível mior.


Palavras-chave:  Enterococcus spp., antimicrobianos, frangos