25º Congresso Brasileiro de Microbiologia
ResumoID:492-1


Área: Genética e Biologia Molecular ( Divisão N )

ANÁLISE PROTEÔMICA DA FORMAÇÃO DE BIOFILME NO PATÓGENO OPORTUNISTA S. HAEMOLYTICUS

Elaine Menezes Barros (UFRJ); Wanda Maria Almeida Von Kruger (UFRJ); Paulo Mascarello Bisch (UFRJ); Márcia Giambiagi de Marval (UFRJ)

Resumo

Infecções associadas a dispositivos médicos invasivos podem estar relacionadas à produção de biofilme. Nessa condição a infecção tende a ser mais persistente, pois as bactérias ficam envoltas por uma matriz que as protegem da ação dos antibióticos e do sistema imune. No gênero Staphylococcus os estudos sobre a produção de biofilme estão focados sobre S. aureus e S. epidermidis. Porém outras espécies apresentam capacidade de formar biofilme, incluindo S. haemolyticus, que é um importante patógeno nosocomial. Neste trabalho os mecanismos envolvidos na formação de biofilme em S. haemolyticus, serão analisados através da comparação dos proteomas de células formadoras de biofilme e de células planctônicas. Por bioinformática, foi revelado que os principais genes envolvidos na produção de biofilme presentes em S. epidermidis e S. aureus, não foram encontrados no genoma da cepa sequenciada S. haemolyticus JSCS1535. Logo, esta espécie deve possuir mecanismos diferenciados envolvidos nesse processo. A produção de biofilme na cepa JSCS1435 foi avaliada em microplacas de poliestireno. Foram testados os meios TSB e BHI suplementados ou não com glicose ou NaCl, havendo produção máxima em meio BHI com 1% de glicose. Outras variantes também foram testadas, incluindo diferentes concentrações de cátions (Ca2+, Fe2+ e Mn2+) e diferentes temperaturas (37, 40, 45, 48 e 50°C). A adição de cátions não mostrou alterações significativas e 37°C foi a melhor temperatura de crescimento. A escolha da cepa para análise proteômica foi feita a partir de um rastreamento de 67 amostras clínicas de S. haemolyticus. Destas foi selecionada, a amostra MD40, que se mostrou como forte produtora de biofilme. Foram obtidos inicialmente mapas bidimensionais das proteínas totais de células planctônicas de S. haemolyticus MD40. A focalização isoelétrica foi testada em tiras de 7cm com gradiente de pH 4-7 e 3-5,6, seguido de SDS-PAGE. Para melhorar a resolução, o extrato protéico total foi submetido a ultracentrifugação e as frações solúveis e insolúveis foram analisadas separadamente. O melhor resultado foi obtido na tira com gradiente de pH 3-5,6. As análises das proteínas solúveis e insolúveis dos biofilmes produzidos pela cepa MD40 estão em andamento.  Assim foi estabelecida a melhor condição para formação de biofilme e de separação de proteínas por eletroforese bidimensional para S. haemolyticus.

Financiamento: CNPq e FAPERJ


Palavras-chave:  S. haemolyticus, biofilme, proteômica