Médica
 Coordenação
Médica
Leila Carvalho Campos, Fiocruz-BA
Waldir P Elias Jr, I. Butantan, SP

sbm@sbmicrobiologia.org.br
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Sugestões, informações e contato com a área e seus coordenadores.

A Microbiologia Médica compreende a área da Microbiologia preocupada com o estudo das principais doenças infecciosas de natureza bacteriana que acometem o Homem, nos diversos níveis do conhecimento: bioquímica, biologia molecular, genética, morfogênese, patogênese, imunologia, epidemiologia, identificação
laboratorial, detecção in situ, e taxonomia bacteriana. Com a intensa migração de indivíduos, as doenças infecciosas não apresentam fronteiras e ganham uma característica de disseminação universal. Deste modo, muitas doenças bacterianas são hoje ameaças para a saúde global.
Os pilares que norteiam as pesquisas relacionadas a esta área buscam responder
- Quais são as principais bactérias associadas a processos infecciosos e como se manifestam a patogênese e a epidemiologia das doenças por elas causadas?
- Quais são os mecanismos celulares e moleculares envolvidos na
virulência e patogenicidade bacteriana?
- Como isolar e identificar estes agentes patogênicos no laboratório?
- Que medidas podem ser adotadas para a prevenção e controle das doenças infecciosas bacterianas?
As ações da área visam incentivar a promoção de eventos e cursos dos mais variados tipos, regionais e nacionais, para a divulgação da informação científica que além do aprimoramento do conhecimento, congrega pesquisadores, alunos e diversos outros profissionais.

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 Notícias
Juventude Promissora: Guilherme Ribeiro ganha Prêmio da Fundação Bunge

O pesquisador colaborador da Fiocruz Bahia e professor do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da UFBA, Guilherme de Sousa Ribeiro, foi o vencedor do Prêmio Fundação Bunge de 2010 na categoria Juventude, na área de Saúde Pública/Medicina Preventiva. Com boa parte da carreira construída na Fundação, o jovem pesquisador de 32 anos vai receber o prêmio de R$40 mil, além de diploma e medalhas, no mês de outubro, em São Paulo, quando também será realizado um Seminário Internacional sobre os temas do prêmio deste ano.
Criado há 55 anos para incentivar a inovação nas diversas áreas do conhecimento, o Prêmio Fundação Bunge foi conferido ao jovem pesquisador baiano porque a comissão julgadora, formada por representantes de entidades científicas e reitores, considerou que seu trabalho representa um novo paradigma em sua área. "Na verdade, este prêmio não pode ser visto como pessoal. A minha vitória simboliza a vitória de todas as pessoas e instituições que acreditaram no meu trabalho e me ajudaram a construir uma carreira de pesquisador. A vitória é de todos", comemora.
Guilherme de Sousa Ribeiro é natural de Salvador. Formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 2002, fez residência na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), mestrado em Epidemiologia na Harvard School of Public Health, em 2007. Em 2008, foi o primeiro estudante a defender tese no Programa de Biotecnologia em Saúde e Medicina Investigativa da Fiocruz na Bahia. Com o título, "Estudo Longitudinal da Leptospirose Urbana" o trabalho resultou na publicação de quatro artigos em revistas internacionais. Engajado na atividade de pesquisa desde a graduação, o pesquisador foi aprovado, na seqüência, em primeiro lugar no concurso para Professor Adjunto de Epidemiologia da UFBA. "Embora Guilherme seja um jovem de somente 32 anos, ele já deu importantes contribuições para o avanço da saúde pública da Bahia e do Brasil e com certeza continuará exercendo um papel de destaque no campo da saúde coletiva", destaca doutor Mitermayer Galvão dos Reis, pesquisador e orientador de Guilherme Ribeiro nos trabalhos de Iniciação Cientifica e doutoramento.
"Meu convívio com Guilherme se iniciou em 1999, quando ele ainda era um estudante de medicina e foi selecionado para ser bolsista do Programa de Iniciação Científica (PIBIC) sob minha orientação. De 1999 a 2002, Guilherme conduziu como estudante PIBIC um projeto de pesquisa para determinar a efetividade da introdução da vacina conjugada contra o Haemophilus influenzae tipo b na prevenção de meningite na cidade de Salvador. Este trabalho foi o primeiro a avaliar o impacto desta vacina no Brasil e foi publicado no respeitado periódico The Journal of Infectious Diseases. Com isso, Guilherme se juntou ao rol dos poucos estudantes do país que publicaram como primeiro autor um trabalho de destaque durante a iniciação científica", conta Mitermayer Reis, em um trecho da carta que escreveu para indicá-lo ao Prêmio.
Atualmente, além do trabalho no ISC, Guilherme mantém cooperação com a Fiocruz Bahia em atividades de pesquisa relativas aos estudos epidemiológicos sobre a leptospirose urbana, com ênfase nos fatores de risco da doença, na avaliação das ações de controle de prevenção, além da avaliação do teste rápido para leptospirose, desenvolvido na instituição. "Estamos iniciando projeto sobre os impactos epidemiológicos da dengue. Esse é o meu novo desafio", avalia.
Além de Guilherme Ribeiro, receberam o Prêmio, Alexandre Fadigas de Souza, na categoria jovem pesquisador de Ciências Florestais, Niro Higuchi e Isaias Raw na categoria Vida e Obra, das áreas de Ciências Florestais e Saúde Pública/Medicina Preventiva, respectivamente.

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