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Alexandre Lourenço, UNIP/ UNISA/FMU -SP
Marcela Pellegrini Peçanha PUC-SP/UNESP

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 Artigos
Novas Estratégias e Metodologia para o Ensino de M
Novas Estratégias e Metodologia para o Ensino de Microbiologia

Bayardo B. Torres
Departamento de Bioquímica/Instituto de Química, USP
bayardo@iq.usp.br

TAXIONOMIA DE OBJETIVOS EDUCACIONAIS (BLOOM)
Bloom,B.S. et al. (1983) – Taxionomia de objetivos educacionais. 1. Domínio cognitivo. Ed. Globo – Porto Alegre, 8.ed.

I. DOMÍNIO COGNITIVO - Incluir os objetivos vinculados à memória ou recognição e ao desenvolvimento de capacidade e habilidades intelectuais

1. Conhecimento - Evocar, por reconhecimento ou memória, fatos, idéias, fenômenos etc.

2. Compreensão - Entender a mensagem literal contida em uma comunicação.Organizar a comunicação em outra
linguagem (resumo, por exemplo), inferir, generalizar, deduzir implicações e conseqüência.

3. Aplicação - Utilizar as abstrações apropriadas para a solução de um problema novo.

4. Análise - Desdobrar a comunicação em suas partes constitutivas, perceber suas inter-relações e sua organização.
Reconhecer padrões. Distinguir fatos de hipóteses.

5. Síntese - Reorganizar partes já examinadas em um todo novo. Formular hipóteses. Fazer um plano de trabalho.

6. Avaliação - Julgar o valor de idéias, trabalhos, métodos. Aferir a exatidão de uma comunicação a partir de sua
precisão lógica e coerência. Comparar teorias.

II. DOMÍNIO AFETIVO - Compreende objetivos que descrevem mudanças de interesse, atitudes e valores e o desenvolvimento de apreciações.


III. DOMÍNIO PSICOMOTOR - Inclui objetivos referentes às habilidades manipulativas ou motoras.

INSTRUMENTO AUXILIAR PARA A CLASSIFICAÇÃO DE OBJETIVOS DO DOMÍNIO COGNITIVO NA TAXIONOMIA DE BLOOM – 2001

1. Conhecimento
Identificar e evocar informação
Quem, o que, quando, onde, como ...? Descreva..
(verificar o que o individuo já sabe / dar informação).


2. Compreensão
Organizar e selecionar fatos e idéias
Conte ... com suas próprias palavras. Qual é a principal idéia de ...?
(ajudar a organizar o que já é conhecido e a esquematizar novos fatos de forma organizada).


3. Aplicação
Usar fatos, regras, princípios.
Explique como ... porque... é um exemplo de ...
Como ... se relaciona com ... Por que ... é relevante?
(Avaliar/ estimar a relevância da informação disponível para o problema a ser resolvido)


4. Análise
Separar algo ( o todo) em partes.
Quais são as partes (ou as características) de ...? Classifique ... de acordo com ... Faça um esquema, diagrama
etc de ... Como ... se compara/contrasta com ...?Que evidências você pode apresentar para ... Como justificar
que ... (Encorajar os alunos a estudar a informação em detalhe para identificar as partes e entender a relação
entre elas).


5. Síntese
Combinar idéias para formar um novo conjunto.
O que se pode prever (inferir) de ...? Que idéias você pode acrescentar a ...?
Como você criaria (esboçaria) um novo ...?Que soluções você poderia sugerir para...?
(Construir novo conhecimento sobre o conhecimento existente, de forma original)


6. Avaliação
Desenvolver opiniões, julgamentos, decisões.
Você concorda ...? O que você pensa a respeito de ...? O que é mais importante em ...? Estabeleça prioridade
para ... de acordo com ... O que você decidiria sobre ...? Que critérios você usaria para avaliar...?
(verificar se o problema foi resolvido ou se o objetivo foi atingido.Desenvolver critérios para saber que o problema foi
resolvido).

 Notícias
Cartas ao Professor

 

Cartas ao Professor
Paulo Freire

Ensinar – aprender
Leitura do mundo – leitura da palavra.

 

Esta carta foi retirada do livro Professora sim, tia não. Cartas a quem ousa ensinar (Editoria Olho D’Água, 10ª ed., p. 27-38), onde Paulo Freire dialoga sobre questões da construção de uma escola democrática e popular. Escreve especialmente aos professores, convocando-os ao engajamento nesta mesma luta. Este livro foi escrito durante dois meses do ano de 1993, pouco tempo depois de sua experiência na condução da Secretaria de Educação de São Paulo.

Nenhum tema é mais adequado para constituir-se em objeto desta primeira carta a quem ousa ensinar do que a significação crítica desse ato, assim como a significação igualmente crítica de aprender. É que não existe ensinar sem aprender e com isto eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende, de um lado, porque reconhece um conhecimento antes aprendido e, de outro, porque, observando a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se, sem o que não o aprende, o ensinante se ajuda a descobrir incertezas, acertos, equívocos.

O aprendizado do ensinante ao ensinar não se dá necessariamente através da retificação que o aprendiz lhe faça de erros cometidos. O aprendizado do ensinante ao ensinar se verifica na medida em que o ensinante, humilde, aberto, se ache permanentemente disponível a repensar o pensado, rever-se em suas posições; em que procura envolver-se com a curiosidade dos alunos e os diferentes caminhos e veredas, que ela os faz percorrer. Alguns desses caminhos e algumas dessas veredas, que a curiosidade às vezes quase virgem dos alunos percorre, estão grávidas de sugestões, de perguntas que não foram percebidas antes pelo ensinante. Mas agora, ao ensinar, não como um burocrata da mente, mas reconstruindo os caminhos de sua curiosidade – razão por que seu corpo consciente, sensível, emocionado, se abre às adivinhações dos alunos, à sua ingenuidade e à sua criatividade – o ensinante que assim atua tem, no seu ensinar, um momento rico de seu aprender. O ensinante aprende primeiro a ensinar mas aprende ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo ensinado.

A Microbiologia no processo ensino - aprendizagem

 

A Microbiologia no processo ensino - aprendizagem
 

Profa. Maria Ligia Carvalhal

Nem todas as pessoas que estudam os microrganismos aspiram ser microbiologistas. Todavia todas as pessoas devem conhecer alguns "fatos" relacionados ao mundo dos microrganismos uma vez que eles são nossos hóspedes permanentes. Para que ocorra uma convivência harmônica temos que compreender o papel central que os microrganismos desempenham nas nossas vidas. De fato, sem eles nenhum ser vivo sobreviveria na Terra. Homens, animais e plantas dependem das atividades metabólicas dos microrganismos para a reciclagem dos nutrientes essenciais e degradação da matéria orgânica.

O trabalho docente deve ter início no entendimento do ensino como um processo que envolve não só a transmissão de conhecimento, mas, sobretudo, a competência pedagógica e política onde o aprender sobrepõe o ensinar e, conseqüentemente, onde o aluno é o agente deste aprendizado.

Todo aluno deve ser visto como um futuro pesquisador, no sentido do desenvolvimento de uma postura social crítica e especulativa dentro e fora da sala de aula. A nossa missão é ainda mais árdua se pensarmos no Brasil, um país com problemas tão sérios de educação, saneamento básico, higiene e alimentação, fatores altamente favoráveis ao prevalecimento dos efeitos deletérios do mundo microbiano.

"Nesse sentido, quanto mais pomos em prática de forma metódica a nossa capacidade de indagar, de comparar, de duvidar, de aferir, tanto mais eficazmente curiosos nos podemos tornar e mais crítico se pode fazer o nosso bom senso". (Pedagogia da Autonomia - saberes necessários à prática educativa. Paulo Freire - 15a ed. Ed. Paz e terra, 2000.)
 

Divulgação da Microbiologia

Página dedicada à divulgação da Microbiologia e da Ciência em geral.  

Link : http://www.microbiologia.vet.br/
Bolsistas "fujões" são condenados a pagar R$ 19,6 milhões

Entre 2008 e 2010, o TCU condenou 48 ex-bolsistas do CNPq
(Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico) e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior) a restituir um total de R$ 19,6
milhões. Leia mais acessando o link abaixo.

Link : http://www.sbmicrobiologia.org.br/PDF/CNPq.pdf
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